"Tragédias anunciadas, falta de compreensão humana"
Região Norte e Noroeste, poderia ter amenizado suas enchentes!
A dois anos atrás, eu, junto com a agência de desenvolvimento da região Norte/Noroeste do estado do Rio de Janeiro, mais a comissão de meio ambiente da ALERJ( assembléia legislativa do estado do Rio de Janeiro), da qual trabalho em conjunto.
| Estrada no município de três vendas |
Fizemos a radiografia dos problemas que se anunciavam para as catástrofes naturais, pelos municípios da região Norte/Noroeste, um dos grandes problemas apontados foi a ocupação desordenada, construções em encostas de morro e em faixa de demarcação de rios e lagoas, o que levaria a solução de retirar as pessoas destas áreas ou construir obstáculos para que permiti-se a presença destas pessoas nestas áreas.
Propostas ao município foram feitas de parceria com o estado e a União, como por exemplo, as barragens de contenção de enchente nos municípios de Itaperuna, Italva e Cardoso Moreira. E como ficou provado nessas enchentes, as gestões destes municípios nada fizeram para concretizar as propostas.
É muito comum, se observar que quando as forças da natureza atingem a população, seus governantes ficam trocando acusações da responsabilidade de quem é.
As prefeituras logo se adiantam em botar a culpa, nos governos estaduais e federais, mas não dizem que muitas das vezes não receberam verbas para projetos destas naturezas. Por não prestarem contas.
No nosso quintal, se observaram que a prefeitura de Campos inaugurou duas etapas do bairro legal de Ururaí, quando na verdade, para sanar o principal problema daquela localidade, bastava em parceria, construir um dique de contenção no caso de três vendas, a solução seria a mesma, é notório que ali a área é de total risco de enchente, alias por que não construíram casas populares fora daquela localidade para os moradores? Será que por serem donos de casas boas não ficariam agradecidos pelas casas populares? Depois vão dizer que a culpa é do DNIT por construir uma estrada/dique fraca.
A política de remanejamento de áreas de risco está toda errada, se remaneja pessoas de áreas de risco para outras áreas de risco como é o caso do conjunto do parque Prazeres no bairro Rio Branco que foi construído dentro da lagoa Maria do Pilar e hoje as casas se encontram rachando por falta de base.
A obra de melhorias(que não precisa) da avenida José Carlos Pereira Pinto, é outro fiasco, está contribuindo para aumentar o nível de água da lagoa do Vigário( um dos motivos que a prefeitura vem remanejando famílias da lagoa) e demais.
Será que foi feito estudo de prevenção pelo aumento de fluxo de água que está lagoa receberia(alerto;ao governo municipal, que a lagoa do Vigário não possui desvazador.)
com está obra da José Carlos Pereira Pinto, toda a população que se encontra em torno vive com risco de enchente. Gostaria que o INEA, o governo local, me dissesse se está obra, tem rima(registro de impacto ao meio ambiente).
Também gostaria de saber do CREA, se registro de engenheiro para obras públicas da prefeitura,tamanha falta de aspecto técnico nas obras do governo municipal, se não tem quem responde por estas obras?
Cadê a federação dos urbanistas?
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